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14 de janeiro de 2016

Que a vida nunca te deixe esquecer a fibra de que és feita - Leituras Marcantes VI

"O que importa é provar a ti mesma que não tens de provar nada a ninguém. É saber que se falhares o mundo não acaba, que as pessoas que realmente gostam de ti e te aceitam como és, vão estar lá para ti [sempre, sempre, sempre], para te cuidar e carregar ao colo todas as vezes que o teu chão fugir.
O que importa é que ao longo do teu caminho consigas aprender a rir de ti, a ser leve perante a vida, a relativizar, a descomplicar, a desconstruir, a descobrir que só a simplicidade das coisas [do coração e da alma] torna tudo mais fácil, completo, inteiro.
O que importa, de verdade, é que continues a sentir essa vontade bonita de ser feliz, essa força especial que te move e que te faz acordar todos os dias e dar à vida o que de melhor carregas no peito."


Não poderia deixar de publicar este texto que para mim, nesta altura da vida, faz tanto sentido!

11 de janeiro de 2016

Leituras Marcantes V



"Perdem-se os adjectivos no dicionário, os dedos ficam roucos e as palavras perdem sentido".


Como amante assumida de palavras e frases bonitas, não podia deixar esta frase em branco, num dia em que, pelos media se dá conta da triste notícia da morte de 
David Bowie.

17 de dezembro de 2015

9 de outubro de 2015

Leituras Marcantes III

Comecei a amar-te no dia em que te abandonei.
De tudo o que amo és tu o que mais me apaixona.
Foram as palavras dela, poucos minutos depois, quando ele, teimoso, a seguiu até ao fundo da rua em hora de ponta. Estavam frente a frente, toda a gente a passar sem perceber que ali se decidia o futuro do mundo. Ele disse: “casei-me com outra para te poder amar em paz”. Ela disse: “casei-me com outro para que houvesse um ruído que te calasse em mim”. Na verdade nem um nem outro disseram nada disso porque nem um nem outro eram poetas. Mas o que as palavras de um (“amo-te como um louco”) e as palavras de outro (“amo-te como uma louca”) disseram foi isso mesmo. A rua parou, então, diante do abraço deles.
in "Prometo Falhar" 



Foram as palavras dele quando, dez anos depois, a encontrou por mero acaso no café. Ela sorriu, disse-lhe “olá, amo-te” mas os lábios só disseram “olá, está tudo bem?”. Ficaram horas a conversar, até que ele, nestas coisas era sempre ele a perder a vergonha por mais vergonha que tivesse naquilo que tinha feito (como é que fui deixar-te? como fui tão imbecil ao ponto de não perceber que estava em ti tudo o que queria?), lhe disse com toda a naturalidade do mundo que queria levá-la para a cama. Ela primeiro pensou em esbofeteá-lo e depois amá-lo a tarde toda e a noite toda, de seguida pensou em fugir dali e depois amá-lo a tarde toda e a noite toda, e finalmente resolveu não dizer nada e, lentamente, a esconder as lágrimas por dentro dos olhos, abandonou-o da mesma maneira que ele a abandonara uma década antes. Não era uma vingança nem sequer um castigo – apenas percebeu que estava tão perdida dentro do que sentia que tinha de ir para longe dali para ir para dentro de si. Pensou que provavelmente foi isso o que lhe aconteceu naquele dia longínquo em que a deixara, sozinha e esparramada de dor, no chão, para nunca mais voltar.

2 de outubro de 2015

Leituras Marcantes II





"As ilhas são lugares de solidão e nunca isso é tão nítido como quando partem os que apenas vieram de passagem e ficam no cais, a despedir-se, os que vão permanecer. Na hora da despedida, é quase sempre mais triste ficar do que partir e, numa ilha, isso marca uma diferença fundamental, como se houvesse duas espécies de seres humanos: os que vivem na ilha e os que chegam e partem.” 


Miguel Sousa Tavares



Esta semana conheci a fofinha da Catarina ( yeeeey) e não podia ter gostado mais do nosso passeio :). Obrigada

27 de setembro de 2015

Rubrica - Leituras Marcantes I


Depois de muito pensar, decidi fazer uma rubrica. Já há muito tempo que queria fazer uma, mas ainda não tinha tido nenhuma ideia que estivesse, totalmente, relacionada comigo.
A "Leituras Marcantes" surge do interesse que tenho por palavras, pequenos pensamentos, excertos que estejam, ou extremamente bem escritos, ou que me me marquem de alguma forma; e da vontade que tenho em partilhar convosco o que de mais belo leio.
Que acham da ideia?