É engraçado como tecemos dois dedos de conversa seja a que horas forem, como nunca preciso de falar do que me perturbar, e é ainda mais curioso como não te preciso de dizer se estou bem ou mal. Sei que consegues perceber!
De quando em vez, dizes-me subtilmente que te posso falar de tudo o que me perturba mas que enquanto for mais feliz com conversas leves e sorridentes, as terás comigo. Aceno que sim, e no fundo sabemos os dois tão bem que não quero ser melodramática e contar-te histórias que me roubem o sorriso. Sei que entendes quando me respondes:
- "Ficas tão mais bonita a sorrir".
Volto a acenar, como se não pudesse fazer outra coisa. Sorrio ( desta vez não consigo conter o sorriso) e continuamos naquele banco de jardim a falar sobre tudo o que nos faz rir até nos doer a barriga.
Fictício



